Volume 39 Nº 3

Percepção de diretores, professores e berçaristas de creches públicas sobre traumatismos orofaciais

Priscila Monteiro Cordeiro; Luciana de Barros Correia Fontes; Ana Flávia Granville-Garcia; Miliani do Amaral Souza Maciel; Rilva Suely de Castro Cardoso Lucas

PALAVRAS-CHAVE: Educação infantil; pré-escolar; traumatismos faciais; cavidade oral; dente decíduo

RESUMO: Introdução: o traumatismo orofacial representa um problema de saúde pública, devido à prevalência expressiva, de forma particular na primeira infância, e às conseqüências que pode gerar. No entanto, lacunas de informação existem sobre esse tema na educação infantil. Objetivo: o objetivo deste estudo foi verificar a percepção dos diretores, professores e berçaristas de creches públicas sobre as situações de traumatismo orofacial. Material e método: estudo observacional, em corte transversal, com abordagem quantiqualitativa e descritiva dos dados. O cálculo amostral envolveu 30% das creches públicas de Campina Grande, Paraíba, vinculadas a programa de referência na atenção integral à criança. A amostra foi composta pela equipe de educação infantil, nesses estabelecimentos. Entrevista face a face com aplicação de questionário representou o instrumento da coleta de dados, realizada durante os meses de fevereiro e março do ano de 2009. Resultado: das 58 voluntárias, 72,4% eram professoras, 22,4% berçaristas e 1,2% diretoras, com uma idade de 37 anos e oito anos de experiência em média, além da escolaridade no ensino médio. Dessas, 86.2% informaram não ter recebido orientações de como proceder nas situações de traumas orofaciais, ocorrendo relatos de experiência na creche por 44,8% das entrevistadas. Cortes ou lacerações nos lábios foram os traumatismos mais relatados (42,3%). O professor foi considerado como maior responsável pela atenção à criança vítima de traumatismo (34,5%), destacando-se o hospital (39,6%) como local de referência para atendimento. Conclusão: as voluntárias demonstraram falta de conhecimento sobre como proceder nas situações de traumatismos orofaciais. Reforça-se a necessidade de implantar medidas educativo-preventivas direcionadas ao assunto, nas creches.